O mercado pet brasileiro cresce, mas cresce sob novas regras. Mais exigente, mais técnico e pressionado por custos, o setor entra em 2026 com um desafio claro: inovar com inteligência, sem perder margem e relevância.
Não se trata mais de lançar “mais um produto”, e sim de traduzir comportamento, ciência e dados de mercado em soluções que façam sentido para a indústria e para o tutor.
Um mercado robusto, mas em transformação
O Brasil movimentou R$ 77 bilhões em 2024, com crescimento de 12,1% em relação a 2023, segundo dados consolidados da Abinpet (Associação Brasileira da Indústria de Produtos para Animais de Estimação) em parceria com o Instituto Pet Brasil.
As projeções indicam que o mercado pode alcançar R$ 80 bilhões até 2026, com crescimento estimado em torno de 5% ao ano, dependendo de variáveis como inflação, câmbio e cenário econômico.
O crescimento continua mas já não é automático.
A humanização deixa de ser apenas narrativa de marketing e passa a orientar decisões de formulação. A saúde pet evolui de um modelo reativo para um cuidado preventivo e especializado, enquanto a alimentação se consolida como eixo central dessa transformação.
O pet food responde por cerca de 80% do faturamento total do setor, reforçando sua posição estratégica dentro da indústria, com clara migração para produtos de maior valor agregado (Abinpet / Instituto Pet Brasil).
Rações secas seguem líderes mas precisam se reinventar
As rações secas continuam sendo a base do consumo no Brasil. No entanto, o comportamento do tutor mudou: 83% consideram importante oferecer variedade alimentar aos pets, o que abre espaço para edições limitadas, sabores sazonais e propostas diferenciadas capazes de manter o consumidor engajado e fiel à marca (dados de comportamento de consumo citados no material com base em análises de mercado).
Aqui, inovação não significa ruptura, mas renovação inteligente.
Úmidos e toppers: complementaridade como estratégia
As rações úmidas para cães ainda apresentam baixa penetração no mercado latino-americano, mas se destacam quando o discurso combina hidratação, palatabilidade e benefícios funcionais.
Nesse cenário, os toppers emergem como solução estratégica: agregam proteína, sabor, textura e densidade nutricional às rações secas, permitindo inovação incremental com alto valor percebido. Exemplos globais mostram toppers com carnes frescas, superfoods e ingredientes naturais ganhando espaço (dados de lançamentos internacionais compilados via GNPD).
Longevidade pet impulsiona fórmulas funcionais
O aumento da expectativa de vida de cães e gatos cria demanda por alimentos voltados a pets maduros, com foco em mobilidade, saúde articular, digestão e prevenção de doenças.
Ingredientes como colágeno, glucosamina, cúrcuma, proteínas de alta qualidade e minerais específicos aparecem com mais frequência em lançamentos globais, reforçando o avanço da nutrição funcional no segmento pet (monitoramento de lançamentos – GNPD).
Indulgência e a força da Geração Z
Os tutores da Geração Z demonstram maior interesse por snacks e alimentos indulgentes para pets, especialmente aqueles que criam experiências compartilháveis. Produtos como sorvetes, sobremesas e snacks híbridos ganham força ao conectar emoção, prazer e vínculo entre tutor e animal (dados de comportamento e lançamentos globais – GNPD).
Aqui, o valor está na experiência não apenas na formulação.
Naturalidade, proteínas alternativas e dietas específicas
O mercado global aponta movimentos claros e consistentes:
- Expansão contínua de produtos grain free, especialmente para pets com sensibilidades digestivas;
- Diversificação das fontes proteicas, incluindo peixes, carnes menos convencionais e novas abordagens além do plant-based;
- Crescimento de alimentos voltados a alergias, intolerâncias e digestões sensíveis.
Na Europa, 18% dos lançamentos de alimentos sem grãos em 2024 trouxeram alegações relacionadas à digestão, segundo análises de lançamentos citadas no material com base em dados do GNPD.
Gatos: crescimento com lacunas claras de inovação
Com o aumento da adoção de gatos em ambientes urbanos, cresce a demanda por soluções mais específicas. Ainda há uma lacuna importante em petiscos funcionais para gatos, especialmente ligados a bem-estar mental e funcionalidade, conforme apontado em análises globais do relatório “The Future of Pet Food 2025”, da Mintel.
O desafio real: crescer com margem
Apesar das oportunidades, o setor enfrenta desafios estruturais:
- Alta carga tributária no Brasil, com o pet food ainda tratado como produto não essencial;
- Pressão sobre preços em cenários de menor poder de compra;
- Risco de comoditização de produtos básicos;
- Dificuldade do consumidor em compreender o valor real de produtos premium e funcionais.
Nesse contexto, inovação sem estratégia vira custo.
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